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A comunidade online e o sistema 

O sistema está sendo desenvolvido, assim como o primeiro regulamento que regem a comunidade e os processos decisórios. Assim que concluídos, estarão disponíveis para receber contínuas sugestões de edição, e se algum ponto em específico for apontado por um número significativo de membros para ser modificado, vai para votação e pronto. O que for decidido pela maioria, prevalece e a plataforma se auto-melhora.

É importante dizer que o desenvolvimento tecnológico não é do zero. Diversas plataformas digitais com esse fim já foram desenvolvidas, como a Democracyos, a Konsento e existe até uma sendo desenvolvida pelo próprio Google (Google Votes), mostrando o quanto o tema é relevante e uma tendência. Em nossas comunidades e grupos de trabalho ficarão disponíveis estudos, documentos e discussões sobre o melhor modelo inicial e plataforma. Fique a vontade para  participar.

Abaixo um resumo do conceito focando nos pontos chaves:

01

Representação

​Funciona assim: A comunidade decide assuntos através do seu próprio modelo democrático, que vai ser explicado a seguir. E o que for decidido, simplesmente será replicado pelos políticos porta-vozes que elegemos, através do partido Liquecracia, criado para este exclusivo fim: conectar o sistema eleitoral brasileiro a um sistema de decisão líquida e dinâmica, sem ter que mudar as leis brasileiras e sem infringir nenhuma delas.

02

Votação na comunidade

​Funciona assim: Seu voto é igual a de todos os outros. Os projetos de lei e demais processos decisórios legislativos municipais, estaduais e federais serão colocadas na comunidade, e você pode votar sobre eles desde o dia que foi inserido até a data final. Nesse meio tempo, você pode trocar o seu voto inclusive. Você também pode deixar de votar, se quiser. Isso não quer dizer que seu voto não será contado, ele seguirá o voto de quem você delegou como representante, em caso de não votação (que é de onde vem o nome democracia líquida, o voto que flui). Você também pode anular o seu voto, se optar ativamente por essa opção.

03

Votos líquidos

Funciona assim: Quando você não tiver interesse, tempo ou conhecimento suficiente para opinar sobre uma questão, seu voto será automaticamente direcionado a alguém de sua confiança, que esteja na comunidade. E isso poderá ser feito inclusive por tema: Meio ambiente, educação, segurança pública, etc. Por exemplo, se eu quiser que o meu voto sobre educação siga Cristóvão Buarque, meu voto sobre saúde siga o José Serra e meu voto sobre meio ambiente siga a Marina, tudo bem. Se eu quiser que todos os meus votos, em qualquer tema, siga seu brilhante professor de geografia, tudo bem. Um direito seu. Da mesma forma que será trocar, caso decida por isso, qualquer que seja o motivo. Mas se decidiu votar sobre uma questão, o seu voto é que valerá.

04

Debates e bases para decisão

Funciona assim: Para decidir sobre um determinado assunto, você terá disponível a proposta na íntegra, assim como seus anexos oficiais. Porém, acreditamos no poder das construções coletivas de conhecimento. Assim, haverá um resumo construído cooperativamente, para facilitar o entendimento geral daquele projeto e seus impactos e sínteses realizadas expontaneamente. Também haverá um debate dinâmico livre, onde as partes com diferentes pontos de vista poderão se posicionar, e os argumentos com maior relevância (similar ao "curtir") ficarão a vista, ficando fácil de compreender os principais pontos contra e os a favor. 
Além disso, quando se vota, o seu "sim" pode ser "Sim, com certeza" ou "Sim, mas tenho dúvidas". O mesmo com o não. Deste modo, teremos uma constante estatística de incerteza sobre o tema e nível de rejeição para qualificar a importância dada pelos que rejeitam, mesmo que minoria, para busca de alternativas.

05

A minoria

Funciona assim: Todo processo democrático tem em si uma limitação: Nem sempre atende à minorias. Esta é uma questão que ainda não há uma solução definitiva, mas acreditamos em mitigadores. Toda minoria, por menor que seja, tem seu motivo de ser contra e, quando este ponto é realmente muito importante para esta minoria, precisa ser analisado e proposto alternativas, dentro de uma lógica coerente de tolerância e inclusão. Nesta linha, pensa-se em processos formais paralelos de análise de minorias criticamente afetadas.

06

Realização de propostas

Funciona assim: Qualquer um pode compor uma proposta. Ele entrará em um processo de viralização orgânica (conforme as pessoas aprovam a proposta ela é disseminada) ou fomentada (onde o proponente busca pessoas para apoiar a proposta). Ou seja, pessoas poderão votar a respeito.


Tanto na construção de uma proposta, quanto na votação de uma proposta de lei, ocorrerá a votação da proposta geral e, em paralelo, poderá se abrir discussões de parágrafos específicos. Caso aquele parágrafo sofra um volume significativo de solicitações de alteração, será criada uma proposta alternativa para votação.

 

Evidentemente, o modelo precisa ser desenvolvido para que consiga equilibrar agilidade decisória sem se tornar simplório, os pontos específicos que precisarem de atenção serão discutidos isoladamente, e somente quando isso se fizer necessário.

 

07

Votações dinâmicas

Funciona assim: Hoje votações são uma caixa preta, onde todos votam e depois não tem como voltar atrás.

Na plataforma do Liquecracia, qualquer tema pode ser votado continuadamente, e a qualquer momento que sua opinião sobre um tópico mudar, basta você ir lá e mudar. Se houver pessoas suficientes que tenham feito o mesmo, então a questão volta a discussão.

E mesmo um tópico ou lei já em processo de votação, você pode votar e, até a data de fechamento (que é a data de aplicação do resultado no sistema político), você poderá alterar seu voto. Assim, as pessoas poderão sempre expressar o que acreditam sem ter que esperar um momento certo, além de reduzir o risco de compra de votos ou outros processos de coerção e corrupção, que são totalmente intolerados.